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Portugal e os Mundo Virtuais Junho 30, 2008

Artigo de opinião de António Câmara no Jornal Expresso, 28 de Julho de 2008.

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O Portugal Digital, exibido na Expo-98, permitia aos visitantes voar sobre o território e consultar bases de dados geo-referenciadas. Foi precursor dos actuais Google Earth e Microsoft Virtual Earth.

O sistema representava uma visão de futuro para a exploração de um país. As tecnologias subjacentes resultaram da investigação de equipas da Universidade Nova de Lisboa (UNL), Instituto Superior Técnico (IST) e do Centro Nacional de Informação Geográfica (CNIG), que liderava o projecto. A Imersiva, uma “spin-off” da UNL, foi, entretanto, criada para explorar a componente de realidade virtual.

Em 1998, Portugal detinha um capital de conhecimento praticamente único na Europa e com um número limitado de concorrentes na América do Norte. As equipas portuguesas que trabalhavam na criação de mundos virtuais tinham ainda um apoio significativo da diáspora: o professor José Encarnação do Fraunhofer Institute na Alemanha, líder mundial em computação gráfica; e Ken Pimentel e Kevin Teixeira, pioneiros em empresas como a Sense8 e Intel nos EUA.

Mas o Portugal Digital não foi continuado e as tentativas dos promotores do projecto, para o expandir para a escala europeia, não foram bem sucedidas. A Imersiva, adquirida pela Portugal Telecom, nunca teve a oportunidade de transformar a tecnologia num produto.

Os custos de equipamento e a largura de banda eram inapropriados. Mas não houve uma visão, em Portugal e na União Europeia, semelhante à proclamada por Al Gore no seu documento ‘The Digital Earth’ de 1998 (http://www.isde5.org/al_gore_speech.htm ).

Empresas como a Keyhole (adquirida pela Google) e GeoTango (comprada pela Microsoft) implementaram a visão de Gore. O Google Earth e o Microsoft Virtual Earth já têm mais de cento e cinquenta milhões de utilizadores.

Passaram-se dez anos. A União Europeia continua sem perceber que a invenção vem de pequenos grupos e não de redes com dezenas de parceiros. Portugal está, no entanto, mais aberto à inovação. Mas, a diferença reside no You Tube. O Portugal Digital teria sido um estrondoso sucesso global se esse canal de difusão existisse em 98.

António Câmara

 

UBot-5 Junho 30, 2008

 

Europa e Estados Unidos vs Índia – duas perspectivas diferentes do conceito de propriedade intelectual Junho 30, 2008

Um artigo interessante, em que se analisam duas perspectivas diferentes do conceito de propriedade intelectual em ambiente empresarial.

ler artigo AQUI

 

I-Garment Junho 30, 2008

O Instituto de Telecomunicações (IT), a “Miguel Rios Design” e a “YDreams” desenvolveram uma farda “inteligente” que transmite a localização e os sinais vitais de bombeiros, envolvidos no combate a incêndios, anunciou hoje o IT.

Incorporado com um sistema de telecomunicações e sensores, desenvolvido pelo pólo de Aveiro do IT, o novo fato de bombeiro passou no teste de certificação e foi ensaiado em simulações de combate a fogo, tanto em campo aberto como em floresta, tendo já a respectiva patente registada, com três protótipos.

O sistema, denominado I-Garment, foi financiado pela Agência Espacial Europeia e desenvolvido para a gestão de catástrofe, “uma das áreas onde a comunicação via satélite desempenha um importante papel”.

O vestuário incorpora componentes de aquisição de sensibilidade e de dados, telecomunicações e software, procurando responder à necessidade de se saber onde cada membro da equipa se encontra durante a emergência.

Visa ainda determinar as suas condições de saúde, em tempo real, permitindo que as substituições sejam organizadas, adequadamente, e que as equipas sejam deslocadas de acordo com as necessidades operacionais da situação.

Segundo o IT, “a investigação permitiu desenvolver um serviço para a Protecção Civil portuguesa que, de forma integrada, permita gerir os recursos humanos no terreno, em tempo quase real, garantindo que o serviço irá funcionar mesmo quando as comunicações terrestres estão indisponíveis”.

O serviço surge no formato de um fato de bombeiro que incorpora um sistema de telemetria útil para quem está a coordenar as equipas no terreno, nomeadamente sensores de posição (GPS), de sinais vitais (temperaturas e batimentos cardíacos), de silhueta e alguns botões de emergência ou pânico.

A informação é enviada, via ligação sem fios, para as patentes da Protecção Civil no quartel-general, processada e emitida de volta aos chefes de operações no terreno equipados com PDA e/ou PC.

continuar a ler esta notícia do Expresso AQUI

no parte do site da YDreams dedicado a este projecto, dá-se a entender nas imagens, a aplicabilidade deste conceito à monitorização de pacientes em ambiente hospitalar

 

Blogue Póvoa Online encerrado Junho 30, 2008

Um tribunal ordenou o encerramento do blogue http://povoaonline.blogspot.com. Entretanto os mesmos autores criaram o blogue http://povoaoffline.blogspot.com

Que poderá fazer a justiça?

Podem-se consultar ainda alguns conteúdos do blogue antigo acedendo à versão em cache disponível na internet. link AQUI

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Pela primeira vez em Portugal um blogue foi suspenso na sequência de uma decisão de um tribunal. O blogue Póvoa Online era acusado pelo presidente e vice-presidente da Câmara da Póvoa do Varzim, Macedo Vieira e Aires Pereira, de os difamar.

Segundo a edição de hoje do jornal “Público”, a Ordem das Varas Cíveis de Lisboa emitida a 13 de Maio determinava que a Google tinha de impedir de imediato o acesso ao blogue, o que só ocorreu na sexta-feira.

A decisão do tribunal foi colocada na Internet no dia seguinte, no novo site Póvoa Offline, por Tony Vieira, pseudónimo do autor ou autores do blogue.

O Póvoa Online, que existia desde 2005, considerava que “Actualmente (a Póvoa de Varzim) apenas oferece lixo, areia da praia contaminada e um mar poluído, tudo supervisionado por autarcas agarrados ao poder e sustentados por uma teia de corrupção que corrói toda a gestão municipal. Vingou a lei do cimento”.

O tribunal considerou que “a maior parte do conteúdo do blogue” consistia em “artigos de opinião” e que os autores criticavam Macedo Vieira e Aires Pereira, não apenas como presidente e vice-presidente da Câmara, mas também como “cidadãos, pais, familiares e amigos”.

A sentença considerou também que diversos textos do Póvoa Online não eram feitos como “uma critica construtiva, baseada em factos provados, concretos e objectivos, mas com o objectivo de difundir, junto do público, de forma gratuita, a ideia de que os requerente são corruptos e corruptíveis”.

fonte: www.expresso.pt

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