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Carlos Fiolhais é o português com artigo mais citado Agosto 4, 2008

Embora possa ser uma notícia de relevo, há quem nos comentários a esta notícia conteste o destaque dado ao facto descrito no artigo:

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04.08.2008 – 14h04 – Enganador…, Nowhere

O titulo da a impressao (errada) que e’ o artigo mais citado a nivel mundial de sempre, quando e’, na verdade, apenas o artigo mais citado com um (co)autor portugues. Talvez tambem nao fosse ma ideia ver o restante curriculo do Prof. Fiolhais… ai rapidamente se chegaria a conclusao que a sua participacao neste artigo foi um acasado da sorte. Por outro lado, o CV de John Purdue contem varios artigos do mesmo nivel…. (…)

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Artigo do Jornal Público:

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O físico Carlos Fiolhais é o cientista português com o artigo mais citado em todo o mundo. O investigador da Universidade de Coimbra é co-autor com o físico John Perdew de um trabalho com mais de 5600 citações.
O artigo foi publicado em 1992, na revista norte-americana “Physical Review B”. John Perdew, da Universidade de Tulane, em Nova Orleães, nos Estados Unidos é o primeiro autor de um estudo que apresenta uma fórmula inovadora que descreve a energia de um sistema electrónico.
O artigo tem como título: “Atoms, Molecules, Solids, and Surfaces: Applications of the Generalized Gradient Approximation for Exchange and Correlation”. Ao longo de mais de 15 anos, tem servido de “referência essencial numerosos grupos de investigação de todo o mundo”, refere uma nota hoje divulgada pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) a que Carlos Fiolhais está ligado.
“Os artigos sobrevivem quando se revelam úteis num ou, melhor ainda, em diversos domínios”, afirma o físico português. A fórmula foi “adoptada por praticamente todos os programas de modelação molecular” e 5.600 citações é considerado “um número completamente fora do comum para trabalhos científicos”, explica.
O artigo é “um filho que sobe na vida”, explica Carlos Fiolhais, acrescentando que “um pai só pode ficar orgulhoso”. A fórmula trabalhada por Carlos Fiolhais e John Perdew tornou-se muito útil em áreas distintas da Ciência e da Tecnologia, como a Biologia, Medicina Molecular, Farmácia, Física, Química, entre outras.
Tem sido particularmente usada no campo da nanotecnologia, a engenharia que realiza a modelação e o fabrico de sistemas à escala molecular.
Segundo a base de dados Web of Science do Institute for Scientific Information, empresa norte-americana que regista as publicações científicas e mede o seu impacto, é o artigo português com mais impacto na ciência mundial.
Na lista dos artigos científicos portugueses mais citados estão trabalhos da área da Medicina, com destaque para investigações sobre o cancro e a sida.

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Fazer pipocas com telemóveis: a explicação Junho 21, 2008

Num post recente foi apresentado um vídeo em que era possível observar um conjunto de pessoas a fazer pipocas recorrendo à utilização de quatro telemóveis. Seria verdade? Seria ficção? O físico Carlos Fiolhais da Universidade de Coimbra publicou recentemente no blog De Rerum Natura um post em que desconstrói essa possibilidade.

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Têm circulado pela Internet, com milhões de pessoas a ver, alguns vídeos como este que pretendem fazer crer que se pode fazer pipocas com telemóveis. Não pode porque é fisicamente impossível! Aliás, basta fazer a experiência: num jornal fizeram a experiência com todos os telemóveis da redacção e nem uma pipoca saltou. Não é apenas uma questão de falta de potência das microondas, é também o facto de as frequências das ondas usadas nas comunicações não serem as mesmas que as que servem para excitar moléculas de água num forno. Se a radiação dos telemóveis tivesse esse efeito nem sequer poderíamos agarrar neles. O físico norte-americano Louis Bloomfield, autor do best-seller “How Everything Works” sobre o funcionamento de aparelhos comuns, disse isto mesmo à revista “Wired” (aqui).
Qual é então o truque? Pode ser edição do vídeo ou, mais provável, a colocação de uma fonte de aquecimento debaixo da mesa. Vídeos deste tipo colocados no YouTube ao mesmo tempo por poucos utilizadores (anónimos) têm normalmente por trás uma campanha de publicidade. É também este o caso. Já se sabe que foi a companhia Cardosystems, que vende equipamentos de “bluetooth”, a responsável pela campanha, pois ela própria o reconheceu (aqui). Dado o número de pessoas que acreditaram nesta patranha, eu diria que a empresa não foi responsável: foi completamente irresponsável!

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