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Valorizar a inovação nacional Julho 8, 2008

Artigo de opinião de Paulo Nordeste no Jornal Expresso de 5 de Julho de 2008.

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No IV encontro da Cotec Europa, que teve lugar no passado dia 27 em Nápoles, foi salientada a necessidade de melhorar as estratégias de inovação passando a valorizar, no processo de inovação, os serviços, os modelos de negócio, o “design”, as marcas e as melhorias organizacionais e operacionais, de forma equivalente à ciência e tecnologia.

Na abordagem tradicional, seguida normalmente pelos países mais desenvolvidos tecnologicamente, o processo de inovação é dominado pela Investigação e Desenvolvimento (I&D), traduzida em conhecimento explícito que depois é transformado em produtos e serviços.

A liderança é assumida pelos departamentos de I&D das grandes empresas e pelas instituições ligadas ao sistema científico. A inovação assume um carácter exploratório. As despesas de I&D em percentagem do PIB e o número de patentes, são indicadores vulgarmente utilizados para medir o sucesso do sistema.

Por outro lado, em países como Portugal, Espanha e Itália, onde o tecido empresarial é dominado por PME, o processo de inovação assenta no chamado modelo DUI (Doing, Using, Interacting), em que o desenvolvimento dos produtos e serviços recorre a conhecimento tácito e localizado.

A inovação é essencialmente do tipo operacional. A sua quantificação é mais difícil e menos estruturada.

Os dois modelos não são incompatíveis mas complementares, conforme explicou o Prof. Vítor Corado Simões, do ISEG, na apresentação de uma excelente comunicação sobre indicadores de inovação.

Contudo, estas diferentes abordagens têm um reflexo significativo na forma como os sistemas de inovação dos países europeus são comparados e avaliados, afectando a sua posição no painel de inovação.

A Cotec Europa está a trabalhar com a Comissão Europeia para tentar melhorar e corrigir esta situação.

A inovação operacional é tanto ou mais importante do que a inovação exploratória. É preciso que seja devidamente reconhecida e valorizada nas empresas e nos países.

Paulo Nordeste

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Investigadores fora do mercado Abril 30, 2008

Apenas 19 em cada 100 cientistas portugueses trabalham em empresas. O número é minúsculo se comparado com as economias mais ricas do planeta, como a americana (80% de investigação nas empresas) ou a alemã. Nestes países, os privados são os grandes empregadores de investigadores, contratados para desenvolverem artigos com elevado interesse para o consumidor.

De qualquer maneira, Portugal tem saltado patamares nesta matéria. Começam a surgir sinais de aproximação entre empresas e universidades e o Governo tem dado uma forte ajuda através do lançamento de políticas incentivadoras. Dentro de semanas, o ministro da Ciência vai anunciar mais um programa, destinado à contratação de investigadores por parte de companhias que actuam na área da Investigação e Desenvolvimento.

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