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Projecto Quark! e Delfos Novembro 7, 2008

Um conjunto de empresas da área da tecnologia com ligações directas à Física e à Engenharia Física vai apoiar, no novo “ano lectivo”, a Delfos e a Quark!, as “escolas” pré-universitárias de elite da Faculdade de Ciências e Tecnologia da universidade de Coimbra (FCTUC).
Do grupo fazem parte a ISA, empresa na área da instrumentação e telemetria, e a Active Space Technologies, que desenvolve tecnologia para a indústria espacial, entre outras.
O arranque do novo ano lectivo está marcado para o próximo domingo, dia 9 de Novembro, quando perto de uma centena de jovens de todo o país, entre os quais, alguns medalhados das olimpíadas de Matemática e de Física, se juntarem no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, para darem a conhecer a edição 2008/09 dos projectos das duas escolas.
Desde o início da participação de Portugal nas Olimpíadas Internacionais de Matemática e Física que a FCTUC tem vindo a preparar as equipas de estudantes que representam Portugal nessas competições.
A Delfos e a Quark! acolhem, anualmente, largas dezenas de jovens talentos nessas disciplinas, oriundos de vários pontos do país.
Estas “escolas” de excelência, combinam sessões presenciais aos fins-de-semana com formação à distância pela Internet, têm o patrocínio da Universidade de Coimbra, da Agência Ciência Viva, da Fundação Calouste Gulbenkian, e contam com a colaboração das Sociedades Portuguesas de Matemática e de Física.

fonte: SAPO TEK

http://www.fis.uc.pt/quark

http://www.mat.uc.pt/~delfos/


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Carlos Fiolhais é o português com artigo mais citado Agosto 4, 2008

Embora possa ser uma notícia de relevo, há quem nos comentários a esta notícia conteste o destaque dado ao facto descrito no artigo:

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04.08.2008 – 14h04 – Enganador…, Nowhere

O titulo da a impressao (errada) que e’ o artigo mais citado a nivel mundial de sempre, quando e’, na verdade, apenas o artigo mais citado com um (co)autor portugues. Talvez tambem nao fosse ma ideia ver o restante curriculo do Prof. Fiolhais… ai rapidamente se chegaria a conclusao que a sua participacao neste artigo foi um acasado da sorte. Por outro lado, o CV de John Purdue contem varios artigos do mesmo nivel…. (…)

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Artigo do Jornal Público:

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O físico Carlos Fiolhais é o cientista português com o artigo mais citado em todo o mundo. O investigador da Universidade de Coimbra é co-autor com o físico John Perdew de um trabalho com mais de 5600 citações.
O artigo foi publicado em 1992, na revista norte-americana “Physical Review B”. John Perdew, da Universidade de Tulane, em Nova Orleães, nos Estados Unidos é o primeiro autor de um estudo que apresenta uma fórmula inovadora que descreve a energia de um sistema electrónico.
O artigo tem como título: “Atoms, Molecules, Solids, and Surfaces: Applications of the Generalized Gradient Approximation for Exchange and Correlation”. Ao longo de mais de 15 anos, tem servido de “referência essencial numerosos grupos de investigação de todo o mundo”, refere uma nota hoje divulgada pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) a que Carlos Fiolhais está ligado.
“Os artigos sobrevivem quando se revelam úteis num ou, melhor ainda, em diversos domínios”, afirma o físico português. A fórmula foi “adoptada por praticamente todos os programas de modelação molecular” e 5.600 citações é considerado “um número completamente fora do comum para trabalhos científicos”, explica.
O artigo é “um filho que sobe na vida”, explica Carlos Fiolhais, acrescentando que “um pai só pode ficar orgulhoso”. A fórmula trabalhada por Carlos Fiolhais e John Perdew tornou-se muito útil em áreas distintas da Ciência e da Tecnologia, como a Biologia, Medicina Molecular, Farmácia, Física, Química, entre outras.
Tem sido particularmente usada no campo da nanotecnologia, a engenharia que realiza a modelação e o fabrico de sistemas à escala molecular.
Segundo a base de dados Web of Science do Institute for Scientific Information, empresa norte-americana que regista as publicações científicas e mede o seu impacto, é o artigo português com mais impacto na ciência mundial.
Na lista dos artigos científicos portugueses mais citados estão trabalhos da área da Medicina, com destaque para investigações sobre o cancro e a sida.

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Fotografia de Marte Agosto 3, 2008

Das imagens de Marte enviadas pela sonda Phoenix que já vi, há uma delas que me impressionou… Foi esta imagem. Trata-se de uma imagem de grande resolução (6000 x 6000) e convém observá-la em escala real para assim poder analisar em detalhe os pormenores das rochas, da aridez do solo, das montanhas que se avistam no horizonte… Impressionante…

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Transístor com papel Julho 21, 2008

Investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa desenvolveram os primeiros transístores com papel, uma descoberta que pode permitir a criação de sistemas electrónicos descartáveis a baixo custo.

“O transístor é a peça de lego para construir qualquer coisa”, explicou ao PÚBLICO Elvira Fortunato, que juntamente com Rodrigo Martins, são os coordenadores do grupo de investigação Cenimat/I3N, responsável pela descoberta.

Os transístores nasceram no final dos anos 40 e substituíram as válvulas utilizadas nos computadores e nas redes telefónicas. Tiveram o condão de reduzir o tamanho dos equipamentos, aumentar a velocidade e a durabilidade. Hoje, qualquer aparelho com um circuito integrado contém estes “interruptores” electrónicos.

O “interruptor” é formado por três componentes. Um material semicondutor que tem uma entrada e uma saída, chamadas fonte e dreno, por onde passa a corrente. E uma porta que é o que induz e controla a corrente, mas que está separada do semicondutor por um material isolante, impedindo curto-circuitos.

É esta porta que “liga” e “desliga” o transístor e que equivale ao sistema binário 0/1 em que toda a informação está codificada. É assim que os computadores, os ecrãs, os telefones, as aparelhagens funcionam. Com muitos milhões destas unidades.

O material isolante, que é a componente dieléctrica do transístor, era feito de vários materiais como o silício. As unidades eram construídas a 1200 graus célsius, por exemplo. Agora, os investigadores conseguiram o fabrico à temperatura ambiente, utilizando papel que é um “dois em um” porque também funciona como o suporte do transístor.

A celulose tem outras propriedades e não é tão boa como o silício. “Mas pode-se fazer sistemas descartáveis a baixo custo”, explicou Elvira Fortunato. E mais, pode dobrar-se que não se estraga. Estas características permitem explorar várias ideias como ecrãs de papel, etiquetas, pacotes inteligentes, chips de identificação ou aplicações médicas.

“Pode utilizar-se nos sensores biológicos para diagnóstico [na saúde]. Muitos sensores são de papel, funcionam através de uma reacção química, com o transístor pode haver uma mais-valia”, exemplificou a investigadora.

O artigo com a descoberta já foi aceite pela revista científica “Electron Device Letters” e vai ser publicado em Setembro. O pedido de patente também está feito. Agora é só ficar à espera de uma próxima plataforma digital que, antes de se deitar fora, ainda pode servir como post-it, porque, como explica a investigadora, os novos transístores “não deixam de ser papel”.

fonte: Jornal Público
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Radiohead – House of Cards Julho 15, 2008

vídeo:

Vodpod videos no longer available.

Os Radiohead voltaram a surpreender a indústria musical com mais uma inovação. A banda britânica gravou o videoclip do single “House of Cards” sem utilizar câmaras ou luzes, recorrendo apenas a lasers e dados. As imagens a três dimensões de Thom Yorke e dos actores foram capturadas com recurso a 64 lasers e a luz estruturada.

No vídeo, os lasers rodam e filmam a 360 graus, 900 vezes por minuto, para produzir as cenas de exteriores. Os Radiohead voltam a criar uma grande interactividade com os fãs, pois os dados resultantes dessas imagens podem ser descarregados e utilizados livremente pelos cibernautas. Isto depois de a banda ter lançado partes do single “Nude” para os fãs remisturarem livremente a música, que faz parte do alinhamento do último álbum, “In Rainbows”.

O vocalista Thom Yorke explicou porque a banda escolheu não usar câmaras na gravação do videoclip de “House of Cards”. “Sempre gostei da ideia de usar tecnologia de uma forma que não é suposto, da luta para levar a tua mente a fazer algo com isso. Gostei da ideia de fazer um vídeo de seres humanos, da vida real e do tempo sem usar câmaras; existem apenas pontos matemáticos – e acabou por se tornar tão estranhamente emocional”, afirmou o líder dos Radiohead.

Quem quiser experimentar a nova tecnologia ou criar um vídeo, basta consultar os links no final do texto. Os Radiohead já criaram um grupo no Youtube para os fãs fazerem o upload das suas criações.

fonte: www.expresso.pt

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Magnetic Movie Julho 13, 2008

Vodpod videos no longer available.

Os campos magnéticos são invisíveis. Cientistas da NASA associaram-se a uma empresa de animação gráfica e criaram uma representação gráfica tridimensional dos campos magnéticos. Primeiro os cientistas do Laboratório de Ciências Espaciais, em Berkley, gravaram em audio VLF o ruido dos campos magnéticos. A empresa Semiconductor criou as imagens em 3D que representam esse campo. Muito interessante

fonte: www.tecnomodo.com

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Laboratórios Bell Junho 29, 2008

ver reportagem sobre os laboratórios Bell AQUI

notícia da criação da Cátedra Alcatel-Lucent e cooperação científica com os Bell Labs promovida pelo governo Português AQUI

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Fundados em 1925, ainda herdeiros da invenção do telefone os laboratórios Bell fizeram história e mantêm um papel determinante em muitas áreas cientificas, destacando-se, como seria de esperar, tudo o que diz respeito às telecomunicações.
Quase tudo o que está relacionado com transmissões de dados passou por lá. Desde a primeira transmissão por fax (1925) até às primeiras experiências de DSL que dariam origem a um dos principais meios de transmissão de dados na Internet de hoje.
O transístor que revolucionou a electrónica, as células solares inicialmente usadas para alimentação eléctrica de pequenos aparelhos em locais remotos e que hoje se banalizam na habitação, a investigação das redes que permitiram o uso de telemóveis, a transmissão por satélite, o sistema operativo Unix e a linguagem de programação C, estes e muitos milhares de outros feitos, começaram ou passaram pelos Laboratórios Bell.
Propriedade do ex-monopólio das comunicações que foi a AT&T, os Laboratórios Bell podiam e deviam dedicar-se à investigação pura e dura, mesmo assim a lista de invenções práticas é impressionante.

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Da Irlanda e Holanda até Índia e China, os laboratórios trabalham em 4 continentes, e tencionam alargar as parcerias. Daí a criação de uma cátedra em Portugal, e de um acordo para que estudantes universitários portugueses se aperfeiçoem em New Jersey. A parte académica é completada com acordos de cooperação com o Ministério das Obras Públicas e Telecomunicações. O governo e os Bell Labs vão colaborar em áreas como as redes sem fios e as redes de fibra óptica de nova geração algumas das grandes áreas de negócio da Alcatel Lucent.

fonte: www.sic.pt