lugar do conhecimento

ciência, tecnologia e muito mais…

Ana Free e o Youtube Outubro 20, 2008

Não deixa de ser caricato e curioso, mas há instantes tentei aceder à conta da Ana Free no Youtube e esta encontrava-se suspensa…

Os fãs.. podem sempre aceder ao Myspace da Ana Free em http://www.myspace.com/anafreemusic ou ver os vídeos da actuação na Antena 3.

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Líderes Julho 31, 2008

Resumo interessante de um artigo da revista Harvard Business Review sobre a escolha de líderes:

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The Idea

You know that tapping the right individuals for leadership positions is an essential executive task. But too often, the wrong people are selected.

Why? Executives often evaluate candidates based on gossip, hearsay, and casual observation. They also fall prey to the halo effect: overvaluing certain attributes (raw ambition, operational proficiency) while undervaluing others (ability to inspire, willingness to take risks).

The cost? The wrong people ascend their corporate ladder—and the company falters.

To escape this scenario, compile a balanced picture of each candidate. Learn which skills to ignore, and use a radical group evaluation process to discover the real gems among your candidates.

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The Idea in Practice

Overvalued Skills

The surprising truth about certain overvalued skills:

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Peeling the Leadership Onion

Use this group evaluation process to generate a more complete, balanced view of candidates. You’ll identify stellar leaders who have concrete competencies and softer skills.

1. Assemble a group—including the candidate’s current and former bosses and other executives who have worked with him—to discuss his history in light of a wide range of leadership criteria—e.g., ability to assemble top-notch staff, strategic thinking, integrity.

2. An internal executive or consultant directs the group’s discussion by asking carefully crafted questions (e.g., “How quickly can the candidate integrate diverse information?”). The leader focuses discussion on observed behaviors only, elicits evidence behind opinions, encourages participants to add information and question each other—and notes emerging patterns. As if peeling an onion’s layers, each question delves more deeply than the last.

3. Use responses to predict the candidate’s performance in a position of greater responsibility (“If she were to fail, what would you predict might be the most likely reasons?”). Also, determine her development priorities (e.g., “She needs to manage a geographically dispersed organization”).

The ultimate goal of peeling the onion? Use candid, confidential, and comprehensive information to identify and develop top leaders.

fonte: Harvard Business Review

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Propriedade intelectual Julho 28, 2008

Artigo de opinião de António Câmara no Jornal Expresso de 26 de Julho de 2008

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Bobby Knight, o lendário treinador de basquetebol, dizia que todos querem vencer, mas poucos são os que estão dispostos a prepararem-se para o fazer. No mundo tecnológico, essa preparação consiste em desenvolver propriedade intelectual: patentes, marcas, direitos de autor, e outras formas de protecção.

Pode-se não gostar desta realidade, mas ela é dominante no principal mercado mundial: as empresas americanas detém impressionantes portfólios de propriedade intelectual.

A propriedade intelectual não é utilizada apenas para protecção contra potenciais usurpadores. Existem diversas alternativas para a sua exploração documentadas em cursos como o referido em http://www.exed.hbs.edu/programs/ip/.

Empresas como a IBM têm demonstrado que a rentabilização óptima da propriedade intelectual passa pela sua utilização em serviços ou na criação de produtos. O desenvolvimento, “marketing” e venda dos serviços ou produtos podem ser conduzidos internamente ou em regime de contratação externa, mas a gestão do processo deverá ser sempre da empresa detentora da propriedade intelectual.

Um vice-presidente de uma das maiores empresas tecnológicas americanas dizia, numa recente visita a Portugal, que as empresas devem ser geridas considerando três fases: a execução (no presente); a investigação (preparando o médio prazo); e a visão (para o longo prazo). A paisagem das patentes registadas (disponível via http://www.google.com/patents) deve condicionar a definição da visão e programas de investigação de uma empresa, de modo a beneficiar a sua execução futura.

A investigação académica (em Portugal e em muitos outros países) está frequentemente dissociada dessa paisagem, construída globalmente por actores não necessariamente universitários. Esta dissociação limita as contribuições da Universidade para o crescimento de empresas existentes e na criação de novas empresas competitivas.

António Câmara
Presidente da Y-Dreams

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A matemática da oposição Julho 3, 2008

Um dia destes, enquanto assistia a uma reportagem no Telejornal sobre um debate no Parlamento Português, reparei que alguns dos argumentos utilizados pela oposição ao Governo não faziam sentido do ponto de vista matemático.

Os deputados da oposição sustentavam a sua argumentação em algumas suposições:

1. nos últimos meses o crescimento da economia portuguesa sofreu um decréscimo bastante acentuado, correndo-se o risco de atingir-se um crescimento económico reduzido igualando o nível de crescimento económico que se verificava quando o actual Governo tomou posse.

2. desde que o actual Governo iniciou funções o crescimento económico foi quase sempre nulo e quando este foi positivo, teve um valor muito pequeno .

.A sit

A situação descrita em (1) está representada no gráfico: verifica-se nos últimos tempo uma redução acentuada no crescimento económico, sendo que, se verificar-se a tendência poder-se-á atingir um nível idêntico ao do início do mandato.

Na minha opinião, a incoerência que se verifica nos argumentos da oposição reside no facto de que, se nos últimos tempos ocorreu uma redução acentuada (B a C) no crescimento económico atingindo-se um nível ainda superior ao de início do mandato ( ponto C ), teve de ocorrer em algum instante, durante o actual mandato de Sócrates, um aumento do crescimento económico de elevada magnitude, contrapondo o argumento (2) da oposição.

É impossível unir os pontos A e B através de uma linha contínua, sem que em algum momento, essa curva tenha uma inclinação elevada (indicadora da ocorrência de um aumento de magnitude considerável do crescimento económico)

Deixem o vosso comentário.

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Inovação Julho 1, 2008

Vodpod videos no longer available.

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Neste post reuno duas ideias soltas que achei estes dias pela internet.

No vídeo, mostra-se um excerto de uma palestra de Tom Peters em que este sustenta que o conceito de inovação e de trajecto para o sucesso se opõe ao conceito de inovação numa lógica associada ao princípio de benchmarking: de tentar encontrar uma referência na área de negócio em que se opera e fixar como meta a médio prazo (5 anos por exemplo) ser igual a essa referência. Conclui que ao fim desses 5 anos estaremos iguais ao estado dessa referência à 5 anos atrás, momento em que se fixou esse objectivo.

Noutro site encontrei este cronograma típico de um processo de inovação de sucesso, o qual parece-me também bastante bem conseguido:

This is the Innovation Integration Timeline:

  1. they are invented
  2. they are adopted by a few
  3. they are ridiculed
  4. they are adopted by a few more
  5. they are feared
  6. they are adopted by a few more
  7. they are discussed
  8. they are adopted by many
  9. they are praised
  10. they are absorbed into everyday life
  11. they are seen as so obvious it’s hard to imagine the world any other way
  12. they are written about in mainstream media
 

Portugal e os Mundo Virtuais Junho 30, 2008

Artigo de opinião de António Câmara no Jornal Expresso, 28 de Julho de 2008.

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O Portugal Digital, exibido na Expo-98, permitia aos visitantes voar sobre o território e consultar bases de dados geo-referenciadas. Foi precursor dos actuais Google Earth e Microsoft Virtual Earth.

O sistema representava uma visão de futuro para a exploração de um país. As tecnologias subjacentes resultaram da investigação de equipas da Universidade Nova de Lisboa (UNL), Instituto Superior Técnico (IST) e do Centro Nacional de Informação Geográfica (CNIG), que liderava o projecto. A Imersiva, uma “spin-off” da UNL, foi, entretanto, criada para explorar a componente de realidade virtual.

Em 1998, Portugal detinha um capital de conhecimento praticamente único na Europa e com um número limitado de concorrentes na América do Norte. As equipas portuguesas que trabalhavam na criação de mundos virtuais tinham ainda um apoio significativo da diáspora: o professor José Encarnação do Fraunhofer Institute na Alemanha, líder mundial em computação gráfica; e Ken Pimentel e Kevin Teixeira, pioneiros em empresas como a Sense8 e Intel nos EUA.

Mas o Portugal Digital não foi continuado e as tentativas dos promotores do projecto, para o expandir para a escala europeia, não foram bem sucedidas. A Imersiva, adquirida pela Portugal Telecom, nunca teve a oportunidade de transformar a tecnologia num produto.

Os custos de equipamento e a largura de banda eram inapropriados. Mas não houve uma visão, em Portugal e na União Europeia, semelhante à proclamada por Al Gore no seu documento ‘The Digital Earth’ de 1998 (http://www.isde5.org/al_gore_speech.htm ).

Empresas como a Keyhole (adquirida pela Google) e GeoTango (comprada pela Microsoft) implementaram a visão de Gore. O Google Earth e o Microsoft Virtual Earth já têm mais de cento e cinquenta milhões de utilizadores.

Passaram-se dez anos. A União Europeia continua sem perceber que a invenção vem de pequenos grupos e não de redes com dezenas de parceiros. Portugal está, no entanto, mais aberto à inovação. Mas, a diferença reside no You Tube. O Portugal Digital teria sido um estrondoso sucesso global se esse canal de difusão existisse em 98.

António Câmara

 

Cebola Junho 26, 2008

Algumas reflexões sobre futebol português….

Confirma-se, não tem dignidade, integridade e honestidade… apenas vitaminas, calorias e proteínas…

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Cada 100 gramas de cebola (Allium cepa) contém:
* Calorias – 33 kcal
* Proteínas – 1,5 g
* Gorduras – 0,3g
* Vitamina A – 125 U.l.
* Vitamina B1 (Tiamina) – 60 mcg
* Vitamina B2 (Riboflavina) – 45 mcg
* Vitamina B5 (Niacina) – 0,15 mg
* Vitamina C (Ácido ascórbico) – 10 mg
* Potássio – 180 mg
* Fósforo – 45 mg
* Cálcio – 35 mg
* Sódio – 16 mg
* Silício – 8 mg
* Magnésio – 4 mg
* Ferro – 0,5 mg
* Dignidade – 0,0 mg

* Integridade – 0,0 mg

*Honestidade – 0,0 mg

fonte: adaptado da Wikipédia 🙂