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Projecto Quark! e Delfos Novembro 7, 2008

Um conjunto de empresas da área da tecnologia com ligações directas à Física e à Engenharia Física vai apoiar, no novo “ano lectivo”, a Delfos e a Quark!, as “escolas” pré-universitárias de elite da Faculdade de Ciências e Tecnologia da universidade de Coimbra (FCTUC).
Do grupo fazem parte a ISA, empresa na área da instrumentação e telemetria, e a Active Space Technologies, que desenvolve tecnologia para a indústria espacial, entre outras.
O arranque do novo ano lectivo está marcado para o próximo domingo, dia 9 de Novembro, quando perto de uma centena de jovens de todo o país, entre os quais, alguns medalhados das olimpíadas de Matemática e de Física, se juntarem no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, para darem a conhecer a edição 2008/09 dos projectos das duas escolas.
Desde o início da participação de Portugal nas Olimpíadas Internacionais de Matemática e Física que a FCTUC tem vindo a preparar as equipas de estudantes que representam Portugal nessas competições.
A Delfos e a Quark! acolhem, anualmente, largas dezenas de jovens talentos nessas disciplinas, oriundos de vários pontos do país.
Estas “escolas” de excelência, combinam sessões presenciais aos fins-de-semana com formação à distância pela Internet, têm o patrocínio da Universidade de Coimbra, da Agência Ciência Viva, da Fundação Calouste Gulbenkian, e contam com a colaboração das Sociedades Portuguesas de Matemática e de Física.

fonte: SAPO TEK

http://www.fis.uc.pt/quark

http://www.mat.uc.pt/~delfos/


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MIT $100K Entrepreneurship Competition Outubro 20, 2008

O MIT promove anualmente um concurso de ideias de negócio – MIT $100K Entrepreneurship Competition – de forma a estimular o espírito empreendedor e de iniciativa entre alunos, professores e investigadores. Como resultado deste concurso já se constituíram cerca de 90 empresas com um volume de negócios anual bastante considerável. O prémio atribuído ao plano de negócio vencedor é de 100 mil dólares. O concurso organiza-se em três etápas principais:

A  primeira etapa chama-se elevator pitch competition (conceito vídeo I, vídeo II) . Trata-se de uma etápa não eliminatória em que  os participantes procuram obter feedback inicial acerca das ideias de negócio (algumas sem pés nem cabeça :) )  que pensam em promover, procurar parceiros com áreas de formação distintas das do promotor,… Os melhores 10 são escolhidos para apresentarem publicamente a sua ideia em 60 segundos. De forma a estimular a participação nesta etapa um júri escolhe a melhor apresentação/ideia à qual são atribuídos 10 mil dólares. Esta etapa da edição actual do concurso decorreu no passado dia 18 e o vídeo da sessão de apresentação dos 10 promotores escolhidos (nota: nem todos os concorrentes optam por participar nesta etapa inicial, os mais prós saltam esta etapa :P ) pode ser visto na integra AQUI (um conceito bastante engraçado :) ). Paralelamente ocorrem worshops e outros tipos de formação (MIT 100K Elevator Pitch Workshop) relacionados com o assunto de cada etapa.

A segunda etapa, já obrigatória para quem quiser habilitar-se ao prémio final, consiste na apresentação do resumo executivo do plano de negócio que se pretende promover.  A etapa final consiste na apresentação do plano de negócio completo.

Podem-se rever as finais das edições dos anos anteriores AQUI.

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jeKnowledge Agosto 6, 2008

Uma das júnior empresa – jeKnowledge – que referi num post anterior aparece em destaque numa das notícias da edição online do jornal Público. Parabéns ao alunos e professores da FCTUC envolvidos.

Notícia AQUI

Site da jeKnowledge: http://www.jeknowledge.com/

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Carlos Fiolhais é o português com artigo mais citado Agosto 4, 2008

Embora possa ser uma notícia de relevo, há quem nos comentários a esta notícia conteste o destaque dado ao facto descrito no artigo:

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04.08.2008 – 14h04 – Enganador…, Nowhere

O titulo da a impressao (errada) que e’ o artigo mais citado a nivel mundial de sempre, quando e’, na verdade, apenas o artigo mais citado com um (co)autor portugues. Talvez tambem nao fosse ma ideia ver o restante curriculo do Prof. Fiolhais… ai rapidamente se chegaria a conclusao que a sua participacao neste artigo foi um acasado da sorte. Por outro lado, o CV de John Purdue contem varios artigos do mesmo nivel…. (…)

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Artigo do Jornal Público:

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O físico Carlos Fiolhais é o cientista português com o artigo mais citado em todo o mundo. O investigador da Universidade de Coimbra é co-autor com o físico John Perdew de um trabalho com mais de 5600 citações.
O artigo foi publicado em 1992, na revista norte-americana “Physical Review B”. John Perdew, da Universidade de Tulane, em Nova Orleães, nos Estados Unidos é o primeiro autor de um estudo que apresenta uma fórmula inovadora que descreve a energia de um sistema electrónico.
O artigo tem como título: “Atoms, Molecules, Solids, and Surfaces: Applications of the Generalized Gradient Approximation for Exchange and Correlation”. Ao longo de mais de 15 anos, tem servido de “referência essencial numerosos grupos de investigação de todo o mundo”, refere uma nota hoje divulgada pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) a que Carlos Fiolhais está ligado.
“Os artigos sobrevivem quando se revelam úteis num ou, melhor ainda, em diversos domínios”, afirma o físico português. A fórmula foi “adoptada por praticamente todos os programas de modelação molecular” e 5.600 citações é considerado “um número completamente fora do comum para trabalhos científicos”, explica.
O artigo é “um filho que sobe na vida”, explica Carlos Fiolhais, acrescentando que “um pai só pode ficar orgulhoso”. A fórmula trabalhada por Carlos Fiolhais e John Perdew tornou-se muito útil em áreas distintas da Ciência e da Tecnologia, como a Biologia, Medicina Molecular, Farmácia, Física, Química, entre outras.
Tem sido particularmente usada no campo da nanotecnologia, a engenharia que realiza a modelação e o fabrico de sistemas à escala molecular.
Segundo a base de dados Web of Science do Institute for Scientific Information, empresa norte-americana que regista as publicações científicas e mede o seu impacto, é o artigo português com mais impacto na ciência mundial.
Na lista dos artigos científicos portugueses mais citados estão trabalhos da área da Medicina, com destaque para investigações sobre o cancro e a sida.

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Milipeia Julho 22, 2008

Laboratório de Computação Avançada da Universidade de Coimbra

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Universidade de Aveiro campeã do Mundo de futebol robótico

A equipa de futebol robótico da Universidade de Aveiro, Cooperative Autonomous Mobile roBots with Advanced Distributed Architecture (CAMBADA), é campeã do mundo na classe Middle Size League (MSL) do Robocup 2008. É a primeira vez que a equipa CAMBADA consegue este título, um dos mais importantes em termos de competição robótica móvel a nível mundial.

O concurso decorreu de 14 de Julho até ontem, em Suzhou, China. A MSL contou com a presença de treze equipas provenientes dos cinco continentes.

Na MSL, confrontam-se, num campo de futebol de 18x12m, duas equipas constituídas por seis robots, totalmente autónomos. Os “atletas” medem até 80cm de altura e pesam até 40Kg. Estes robots encontram-se na linha da frente da investigação de ponta em áreas como a visão artificial, fusão sensorial, controlo dinâmico, cooperação robótica e inteligência artificial.

A equipa CAMBADA conquistou o primeiro lugar, à frente da holandesa Tech United Eindhoven e da alemã Brainstormers Tribots. A equipa de Aveiro venceu 11 dos 13 jogos realizados, perdendo dois pela diferença mínima, com 73 golos marcados e 11 sofridos. No jogo da final, a equipa CAMBADA venceu a Tech United, actual campeã europeia, por 7 bolas a uma.

O projecto de criação da equipa CAMBADA foi oficialmente iniciado em Outubro de 2003. A iniciativa partiu de um grupo de docentes e investigadores do Instituto de Engenharia Electrónica e Telemática de Aveiro (IEETA). A equipa campeã do mundo conquistou ainda o segundo título de campeã nacional, no Festival Nacional de Robótica, realizado em Aveiro, em Abril.

Fonte: www.cienciahoje.pt

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Transístor com papel Julho 21, 2008

Investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa desenvolveram os primeiros transístores com papel, uma descoberta que pode permitir a criação de sistemas electrónicos descartáveis a baixo custo.

“O transístor é a peça de lego para construir qualquer coisa”, explicou ao PÚBLICO Elvira Fortunato, que juntamente com Rodrigo Martins, são os coordenadores do grupo de investigação Cenimat/I3N, responsável pela descoberta.

Os transístores nasceram no final dos anos 40 e substituíram as válvulas utilizadas nos computadores e nas redes telefónicas. Tiveram o condão de reduzir o tamanho dos equipamentos, aumentar a velocidade e a durabilidade. Hoje, qualquer aparelho com um circuito integrado contém estes “interruptores” electrónicos.

O “interruptor” é formado por três componentes. Um material semicondutor que tem uma entrada e uma saída, chamadas fonte e dreno, por onde passa a corrente. E uma porta que é o que induz e controla a corrente, mas que está separada do semicondutor por um material isolante, impedindo curto-circuitos.

É esta porta que “liga” e “desliga” o transístor e que equivale ao sistema binário 0/1 em que toda a informação está codificada. É assim que os computadores, os ecrãs, os telefones, as aparelhagens funcionam. Com muitos milhões destas unidades.

O material isolante, que é a componente dieléctrica do transístor, era feito de vários materiais como o silício. As unidades eram construídas a 1200 graus célsius, por exemplo. Agora, os investigadores conseguiram o fabrico à temperatura ambiente, utilizando papel que é um “dois em um” porque também funciona como o suporte do transístor.

A celulose tem outras propriedades e não é tão boa como o silício. “Mas pode-se fazer sistemas descartáveis a baixo custo”, explicou Elvira Fortunato. E mais, pode dobrar-se que não se estraga. Estas características permitem explorar várias ideias como ecrãs de papel, etiquetas, pacotes inteligentes, chips de identificação ou aplicações médicas.

“Pode utilizar-se nos sensores biológicos para diagnóstico [na saúde]. Muitos sensores são de papel, funcionam através de uma reacção química, com o transístor pode haver uma mais-valia”, exemplificou a investigadora.

O artigo com a descoberta já foi aceite pela revista científica “Electron Device Letters” e vai ser publicado em Setembro. O pedido de patente também está feito. Agora é só ficar à espera de uma próxima plataforma digital que, antes de se deitar fora, ainda pode servir como post-it, porque, como explica a investigadora, os novos transístores “não deixam de ser papel”.

fonte: Jornal Público
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